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China Hoje
'Milagre econômico' atrai imigrantes de volta para a China
O sucesso econômico da China está atraindo de volta imigrantes chineses que haviam deixado o país em busca de uma vida melhor no exterior...[mais]
China ABC
Confúcio (551-479, antes de Cristo) e algumas teorias dele
Lao Tse
O papagaio
Ópera chinesa
ChiKung
Taichi
China ABC
Religioes na China
Culinaria
Festas Principais da China
O Clima da China
Hábitos Sociais da China
China Hoje
'Milagre econômico' atrai imigrantes de volta para a China
Família deixou São Paulo e voltou para Xangai
Silvia Salek, enviada especial a Xangai
O sucesso econômico da China está atraindo de volta imigrantes chineses que haviam deixado o país em busca de uma vida melhor no exterior.
São, em sua maioria, imigrantes com formação superior como o engenheiro Li Yu, 43 anos, e a médica Bai Fanng, 42 anos, que voltaram para Xangai há apenas seis meses em busca de melhores oportunidades de trabalho depois de terem vivido por 15 anos no Rio de Janeiro.
"O Brasil era o país do futuro, mas não vimos esse futuro chegar. Além disso, ficamos cansados de tanta violência e insegurança", disse Li Yu.
O casal seguiu os passos do irmão de Li Yu, Jim Li, que, após viver nos Estados Unidos, voltou para a China no ano passado e abriu uma empresa de computação.
Terra das oportunidades
A crise no setor de alta tecnologia nos Estados Unidos fez com que Jim Li decidisse voltar para a China.
"As oportunidades nos Estados Unidos nesse ramo estão mais escassas desde que a bolha no setor de alta tecnologia estourou. Aqui, está tudo começando, é a nova terra das oportunidades", disse.
Jim Li passou 15 anos na Califórnia e, apesar de ter voltado por vontade própria, contou que tem tido muita dificuldade de se adaptar à cultura chinesa.
"Eu odeio a China. As pessoas são mal-educadas, esbarram em você e não pedem desculpas, jogam lixo no chão. É gente demais para um país só", disse Jim Li.
"Além disso, o governo é autoritário, não representa a população como nos Estados Unidos. Mas sei que é aqui que vou ganhar muito dinheiro e quem sabe arranjar uma esposa chinesa que saiba cozinhar. As americanas são muito independentes e só querem saber de fritar hambúrguer", acrescentou o chinês, que tem 42 anos.
De São Paulo para Xangai
Não há estatísticas oficiais sobre o número de regressos, mas não é difícil encontrar histórias como a dos irmãos Li.
Shen Yu, 24 anos, que adotou o nome de Sônia para os brasileiros, deixou São Paulo com a família há um ano.
ós deixamos a China em 1986. Naquela época, a situação econômica não era das melhores. Meus pais queriam abrir um negócio aqui, mas isso ainda não era tão simples como hoje por causa do regime comunista", contou Sônia.
Depois de viver dois anos no Paraguai, a família se mudou para São Paulo em 1988.
"Nós amamos o Brasil, mas as oportunidades na China hoje são melhores. Aqui, também não há o problema da violência que tanto nos preocupava no Brasil", disse ã mãe de Sônia, Sze Pui fong, 52 anos, conhecida como Maria entre os brasileiros.
Sônia, que trancou a faculdade de comércio exterior em São Paulo antes de se mudar para a China, acredita que o aprofundamento das relações comerciais entre Brasil e China vá lhe abrir as portas do mercado de trabalho.
"Agora que a China entrou para OMC, vai precisar de pessoas como eu que falem português e chinês, que entendam as duas culturas e que possam servir de ponte entre o Brasil e a China", disse Sônia, que também fala inglês fluentemente.
Nova China
Ao retornar, esses chineses, que deixaram a China há quase 20 anos, encontram um país muito diferente.
A família de Sônia vive em um bairro em Xangai que está sendo todo reconstruído. Casas pobres estão sendo derrubadas, dando lugar a confortáveis condomínios com apartamentos de classe média alta.
"É uma diferença inacreditável. Quando voltei, tudo estava mudado. Parece um outro país. Não reconheço mais as ruas, me perco. Xangai é uma cidade viva. É uma emoção estar de volta", disse Sônia.
Sônia vive com os pais em um apartamento amplo decorado com pedras preciosas brasileiras, um pequeno altar budista e bandeiras do Brasil.
"Sempre que vou ao Brasil, volto com uma mala cheia de bombons brasileiros", contou o pai de Sônia, Shum Ka Luk, 56 anos, conhecido como Roberto no Brasil.
Do Brasil, Sônia sente falta do churrasco, das frutas e do pão de queijo de Minas Gerais.
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China ABC
Confúcio (551-479, antes de Cristo) e algumas teorias dele
É um grande pensador e educador chines, o fundador do confucionismo, que tem muita influencia na cultura chinesa. O confucionismo é uma doutrina social e moral chinesa, que propaga a responsabilidade e a moralidade que uma pessoa tem como pai e filho na família, como amigo de outras pessoas, e como uma pessoa social.
Confúcio é a primeira pessoa que fundou escolas privadas na China. Ele mudou a tradiçao de que a educaçao era dado pelo governo e era limitado r sociedade mais alta; e conseguiu espalhar a educaçao para todos os níveis da sociedade, sem consideraçao do nível de uma pessoa.
A escrita tem o sentido que Confúcio é o professor de todas as épocas.
Na vida de Confúcio, ele teve cerca de 3.000 alunos, 72 deles eram famosos na história em diversos domínios. Entre os alunos deles, há pouca gente nobre. A maioria eram de famílias normais e pobres. Confúcio conseguiu mostrar e propagar a sua idéia de que a capacidade de estudar e a educaçao nao sao limitadas por causa do nível do aluno.
Além disso, Confúcio criou também métodos de ensinar e de estudar eficientes, os quais formaram uma ideologia de educaçao relativamente inteira. Ele tinha muitos pensamentos que tem influencias profundas. Durante todas épocas na história chinesa, Confúcio é considerado o mestre da educaçao, até hoje. Especialmente a idéia dele, que a capacidade de estudar e a educaçao nao sao limitadas por causa do nível do aluno, é muito importante e apreciada.
Muitos alunos de Confúcio tiveram sucessos e trouxeram boas influencias para a sociedade e a história. Muitos deles trabalharam como políticos e muitos se dedicavam ao empreendimento educacional, e contribuíram para o desenvolvimento da sociedade e a propagaçao do confucionismo. Houve também alunos que acompanharam Confúcio pela vida inteira e tiveram uma relaçao com ele como do filho para pai.
Confúcio tinha muita vontade de trabalhar para o país na sua vida. Ele tinha também suas próprias opinioes políticas. Mas os governadores da sua época tinham sempre uma atitude de ficar a uma distância respeitosa dele. Confúcio teve somente quatro anos de vida política durante sua vida. Durante esses quatro anos, ele se contribuiu muito para trabalho e foi promovido rapidamente. Mas ele parou no final por causa de ter opinioes diferentes das do governador.
Com a idade de 73, Confúcio ficou doente, e morreu por causa da doença . Depois da sua morte, muitos alunos dele construíram casas circundando o seu túmulo e viviram por anos para acompanhá-lo.
Algumas teorias de Confúcio
Estou andando com duas pessoas. Deve haver meu professor neles. Escolho as coisas boas para aprender, e as coisas más para evitar fazer.
Significa que quase toda pessoa pode lhe ensinar alguma coisa. Mesmo que encontre uma pessoa fazendo coisa ruim, pode-se perceber o que é ruim e pode evitá-lo.
O ensino e o estudo ajudam um ao outro.
Nao existe limite definitivo entre o ensino e o estudo. Nao existe limite definitivo entre o professor e o aluno. Durante o processo de ensinar, o professor tem também chance de aprender do aluno.
De que voce nao gosta, nao de aos outros.
Estudo sem pensar nao vale nada; pensamento sem estudar é perigoso.
Deve-se estudar, deve-se pensar. Por um lado, estudo sem cabeça nao adianta. Por outro lado, pensamento sem conhecimento pode levá-lo a errar.
Nao tenho preocupaçao com a pobreza; tenho preocupaçao com a má distribuiçao.
A má distribuiçao social é pior que a própria pobreza.
A capacidade de estudar e a educaçao nao se diferenciam pelos níveis.
Deve se dar educaçao para todos os níveis da sociedade. A capacidade de estudar de uma pessoa nao é diferente por causa do nível dela.
Sem saber da vida, como pode-se saber da morte.
Sem saber como se conduzir na sociedade humana, como pode-se saber comportar-se depois da morte.
Confúcio tinha uma atitude cética a religioes e a deuses, e tinha a opiniao que antes de se preocupar com a vida depois da morte, é melhor falar sobre o comportamento certo e a moralidade certa para viver numa sociedade humana.
Examinar os conhecimentos velhos ajuda a perceber conhecimentos novos.
Os estudos de conhecimentos nao sao coisas isoladas. Os conhecimentos sao todos ligados.
Da idade de 30, fico independente.
Da idade de 40, fico sem dúvida com as coisas.
Da idade de 50, fico sabendo a vida.
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Lao Tse
Segundo conta a lenda, a gestação do Lao Tse demorou 81 anos (a quantidade de capítulos que tem sua obra Dao De Jing) e quando por fim nasceu, já tinha os cabelos branco, rugas em seu rosto (próprias de um ancião) e orelhas bastante maiores que as normais. Nascido sob uma ameixeira em uma aldeia do país do Tch'u, teve como primeiro nome Li-Er (orelhas de ameixeira) e posteriormente substituído por Lao Tse (velho sábio).
Logo depois de viajar por países do Oriente, retornou a China e foi funcionário do Estado do Tch'u. Anos depois, ao notar a decadência da casa real, Lao Tse se dirigiu ao país do Ts'in, no Oeste, em um carro conduzido por um boi azul. Quando chegou próximo do Hien-ku, o guardião de uma fonte chamada Yin-Hi e outra Luan-Yin reconheceram o filósofo ilustre. Suplicou-lhe que ficasse um ano em sua casa, antes de partir para seu destino e que escrevesse um livro expondo sua doutrina. O mestre se deixou convencer, escrevendo o Tao-to-king, que quer dizer, o "Livro do Princípio e da Virtude", e depois partiu mais ao oeste, e adentrou no país dos Bárbaros, onde foi perdido seu rastro.
A lenda também fala de um Lao Tse prodigioso, que personificaria uma filosofia mais antiga que a data habitualmente referida.
Sobre o Lao Tse não existe uma biografia única, já que nesses tempos a informação se transmitia principalmente por via oral, o que produzia constantes mudanças nos relatos que falavam da vida e obra do sábio chinês. Pelo mesmo nós pusemos uma das tantas que existem, sendo esta a mais mítica que começa de uma forma pouco credível, e termina com o auto desterro aonde nunca mais se soube de sua existência.
O Taoísmo estabelece a existência de três forças: uma positiva, outra negativa e uma terceira, conciliadora. As duas primeiras se opõem e se complementam simultaneamente. São:
Símbolo do yin\yangYin - Força negativa, feminina, úmida...
Yang - Força positiva, masculina, seca...
Tao - Força superior que as contém.
A igualdade entre as duas primeiras forças estranha a igualdade de suas manifestações consideradas em abstrato. Por isso o taoísta não considera superior a vida sobre a morte, não outorga supremacia à construção sobre a destruição, nem ao prazer sobre o sofrimento, nem ao positivo sobre o negativo, nem à afirmação sobre a negação.O Tao é simplesmente algo que não pode ser alcançado por nenhuma forma de pensamento humano. Por isso não existe nome, dado que os nomes derivam de experiências; finalmente e por necessidade de ser descrito ou expressado, o denominou Tao, que significa "caminho" ou "atalho" (reto ou virtuoso) que conduz à meta.
Quando Lao Tse fala do Tao procura afastá-lo de tudo aquilo que possa dar uma idéia de algo concreto. Prefere enquadrá-lo em um plano distinto a tudo o que pertence ao mundo. "Existia antes do Céu e da Terra", diz, e efetivamente não é possível dizer de onde provém. É mãe da criação e fonte de todos os seres.
O Tao tampouco é temporário ou limitado; ao tentar observá-lo, não o vê, não o ouve nem o sente. É a fonte cósmica primária da que provém a criação. É o princípio de todos, a raiz do Céu e da Terra, a mãe de todas as coisas. Mas, se tentar defini-lo, olhá-lo ou ouvi-lo, não seria possível: o Tao retorna ao Não-Ser, vai onde é inacessível, inalcançável e eterno. Todas as coisas sob o Céu gozam do que é, o que é surge do que não é e retorna ao Não-Ser, com o que nunca deixa de estar ligado.
O Tao do Não-Ser é a força que move tudo o que há no mundo dos fenômenos, a função, o efeito de tudo o que é: apóia-se no Não-Ser.
O mundo dos seres pode ser renomado com o nome de Não-Ser e o mundo dos fenômenos com o nome de Ser. As diferenças recaem nos nomes, pois o nome de um é Ser e o do outro, Não-Ser, mas embora os nomes são distintos, trata-se de um único fato: o mistério desde cujas profundidades surgem todos os prodígios. Ao encontrar o caminho que conduz da confusão do mundo para o eterno, estamos no caminho do Tao.
A princípios do século IV a.C., os filósofos chineses escreviam sobre o yin e o yang em termos relacionados com a natureza.
Observando da perspectiva do Tao, vê-se como todas as coisas se elevam, voltam-se grandes e logo retornam a sua raiz. Viver e morrer são simplesmente entrar e sair. As forças da mente não têm poder sobre quem segue o Tao. O caminho do Não-Ser leva a quietude e a observação e conduz do múltiplo ao único.
Para poder percorrer esse caminho é necessário a preparação interna. Mediante a prática espiritual, a perseverança, o recolhimento e o silêncio que chega a um estado de relaxamento que deve ser tão sereno que possibilita a contemplação do Ser interior, a alma, e assim se consegue ver o invisível, escutar o inaudível, sentir o inalcançável. Quando avança este caminho, Lao Tse vê e conhece o mecanismo da magia da observação, mas não lhe interessa tirar proveito destes conhecimentos. Para ele, como para o taoísmo, o mais elevado é chegar a penetrar a Unidade onde não existem os opostos. Quando neste caminho se obtém a união com o cósmico, chega-se à possibilidade de contemplar o Ser. Assim, sem sair da casa, pode-se conhecer o mundo, sem olhar pela janela se pode apreciar o Tao do céu. Quem mantém esse objetivo não precisa viajar. Alcança suas metas. Não olhe nada, tem-no tudo claro. Não trabalha e, entretanto, consegue contemplar tudo.
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O papagaio
Qing Ming, o dia 5 de abril do calendário lunar chines, era um dia agradável para os chineses. Neste dia, as pessoas saíam da casa, visitavam os túmulos dos antepassados, faziam a limpeza dos túmulos e depois, uma oferta. Um passeio neste dia era necessário, e soltar papagaio no passeio era um dever. As pessoas tinham de cortar a linha do papagaio. Dizia-se que assim o papagaio levaria a má sorte embora.
Um outro costume sobre o papagaio que existia em algumas áreas era soltar papagaio no Dia da Primavera para fazer uma previsao sobre a colheita do ano: quanto mais alto o papagaio chegava, tanto melhor a colheita.
Fala-se que o primeiro papagaio da história foi feito por um artesao chamado de Gong Shuban que viveu no Período da Primavera e do Outono (770 a.C. - 476 a.C.). Ele "cortou madeira e bambu para fazer um pássaro, quando terminou, soltou-o", e "fez uma águia de madeira" para espiar negócios militares de um reino vizinho.
Existe mais algumas histórias parecidas sobre o papagaio. Uma é sobre um general chamado de Han Xin, que viveu no início da Dinastia Han (206 a.C. - 220 d.C.). Ele planejou uma rebeliao, usou um papagaio para medir a distância da sua casa até o palácio imperial, pensando em cavar um túnel para chegar ao palácio secretamente.
Uma outra história conta sobre uma rebeliao que aconteceu nas Dinastias do Norte e do Sul (420 - 589). Nessa rebeliao o rei do Reino Liang foi reprimido no seu palácio. Para ter contato com outras pessoas, o príncipe soltou um "pato de papel", colocou uma carta de socorro do rei nele e esperou que alguém pudesse ver a carta e chegasse para ajudá-los.
É difícil saber se todas estas histórias sao verdadeiras, mas uma coisa que parece indubitável é que o papagaio nasceu do uso militar. Foi documentado na história que na rebeliao acontecida no Reino Liang (veja acima), quando os soldados da tropa rebelde viram o pato de papel, pensaram que fosse bruxaria para dominá-los. Isso mostra que nessa época (420 - 589), o papagaio nao era conhecido pelo povo, ele era uma coisa misteriosa.
O papagaio começou a ser uma diversao na Dinastia Tang (618 - 907). Nessa época, o papagaio era chamado de Zhi Yuan - a águia de papel. Na poesia de Tang, podem-se encontrar descriçoes sobre crianças soltando papagaios. Mais tarde, nas Cinco Dinastias (907 - 960), o papagaio era uma diversao no quartel. O papagaio foi aperfeiçoado no quartel: colocaram-se cordas no papagaio, quando o soltava, ele fazia um som parecido como o som de Zheng - um instrumento musical de cordas; por causa desta mudança, o papagaio recebeu um novo nome: Feng Zheng - "Zheng do Vento". Este nome se utiliza até hoje. Esta mudança significa que o papagaio virou cada vez mais uma diversao. Mas nessa época, o papagaio ainda tinha o uso militar: na história da época foi documentado o caso que, quando a cidade Lin Ming foi atacada, o general Zhang Pi soltou um papagaio para pedir ajuda.
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Ópera chinesa
A ópera chinesa possue diversas estilos e formas, porém o mais famosos e em destque é a ópera de BeiJing, ou seja, a ópera do Capital. Ópera de Beijing Os argumentos de uma ópera chinesa unem elementos trágicos e cômicos, misturados com canto, dança, narrações poéticas e acrobacias. Trata-se de uma dramatização de feitos históricos e lendas populares. Outra forma de representação é um diálogo com uma linguagem muito próxima da fala corrente e pantomimas com gestos normais. Em seu humor amável se reflete e satiriza a sociedade, como resultado, instruindo e entretendo.
Seu melhor exemplo e como modelo oficial de execução é a Ópera Nacional da China, mais conhecida como a Ópera de Beijing. Este foi produto da fusão em uma só companhia de um conjunto de tradições da ópera chinesa que atuavam em Beijing. Existem também variedades regionais
A ópera foi sempre um espetáculo muito popular tanto entre o povo chinês como entre os nobres e imperadores. Na elaboração dos argumentos e da música participaram escritores e aristocratas. O imperador Ming Fujam (712-755, também conhecido como Hsuan Tsung) da Dinastia Tang e o imperador Chuang Tsung (923-925) do período final desta mesma dinastia são considerados pais honoríficos da ópera chinesa devido a seu decidido apoio a esta arte. Mas o que lhes faz credores a tal título são, acima de tudo, seus profundos conhecimentos das técnicas musicais. O imperador Hsuan Tsung fundou a Academia do Jardim das Pereiras, uma companhia de música e dança estabelecida na corte. Com o tempo, denominou a ópera como o ofício do jardim das pereiras e a seus atores como os irmãos do jardim das pereiras.
A ópera chinesa possue diversas estilos e formas, porém o mais famosos e em destque é a ópera de BeiJing, ou seja, a ópera do Capital. Aqui vamos lhe apresentar as suas principais características.
Características formais - Arte de múltiplos recursos, espetáculo total, a òpera de BeiJing reúne o canto, a dança, as artes marciais, e a mímica. Herdeira de uma tradição teatral que remonta à dinastia Song(960-1279), não difere fundamentalmente dos gêneros que a precederam nem dos diversos teatros regionais que lhe são contemporâneos. É, no entanto, na música, no canto, e nos sotaques locais que se caracteriza mais nitidamente.
Há quastro técnicas e elementos básicos de atuação na Ópera de Beijing. Primeiramente, há o canto, a parte musical. A música é codificada, assim como todo o teatro tradicional chinês. Recorre-se a fórmulas musicais preexistentes, que se caracterizam por tempos e modos musicais. Os principais sistemas melódicos são o XiPi e Erh Huang. O XiPi costuma ser empregado para expressar o heroísmo e o arrebatamento, enquanto o Erh Huang geralmente expressa estados de melancolia.
As partes cantadas dos espetáculos são acompanhadas ao vivo por vários tipos de viola e por alguns instrumentos de sopro, como o suona e a faluta. Já as percussões entram plenamente nas cenas de guerra, nas quias o mestre-tambor desempenha o papel de maestro. Em segundo lugar, há os monólogos e diálogos do texto. O enredo das peças é extraído da mitologia e da história, sobretudo histórias de grandes batalha, e vai sendo tecido no emaranhado de intrigas complexas, repletas de traições, pactos secretos e alianças tumultuadas. Há dois estilos básicos de texto, o JingBai e o YunBai. O JingBai baseia-se no dialeto de Beijing com a entonação modificada. É um estilo recitativo, geralmente adotado para as personagens das classes sociais mais baixas. Já o YunBai, mais melódico e musical, costuma ser adotado para as personagens das classes superiores.
Há também o movimento. Os atores são treinados para executar uma série de movimentos básicos e sistemáticos, utilizados no palco para representar a ação de modo simbólico e abstrato, como abrir uma porta, viajar para outro lugar etc. As mudanças de espaços cênicos, as idas de um local para a outro acontecem de modo suave e econômico, seguindo fórmulas sofisticadas, de simbolismo estilizado, desenvolvidads ao longo de séculos.
Quando, por exemplo, os atores dão uma ou duas voltas no palco, entende-se que foram percorridas distâncias consideráveis. Nenhum cenário indica a separação entre os dois espaços. Por fim, há a acrobacia. Os movimentos acrobáticos podem se agrupar em dois tipos básicos: o individual e o grupal. Enquanto o movimento acrobático individual exibe o talento em artes marciais de determinado ator, o grupal apresenta a beleza da coodernação do grupo.
Elementos Teatrais
Cénarios e Adereços - Cenários e adereços são abstratos e impressionistas. Uma mesa e um conjunto de cadeiras podem servir, por exemplo, para representar montanhas, um edifício com vários andares ou uma ponte. Nenhum barco, nenhuma carruagem, nenhum cavalo representados de modo realista jamais surgem em cena.
Em vez desses elementos, utiliza-se, respectivamente, um remo ou uma vara de propulsão; duas bandeiras com pintadas com rodas; chicotes apropriadamente manipulados. Coisas grandes, como uma porta, ou pequenas, como uma agulha, são representadas por mímica. Pode-se dizer que, afora as armas utilizadas nas artes marciais, todo os adereços são simbólicos.
Figurinos - Os figurinos são também codificados, mas caracterizam principalmente a posição social da personagem. Dividem-se em trajes civis e militares(trajes imperiais, das pessoas letradas, trajes de combate etc). Mangas exageradamente esvoaçantes, galhardete pendurados nas costas dos oficiais militares, penas de daisão nos adornos de cabeça realçam o efeito dramático da coreografia, dos gestos e dos movimentos.

Maquiagem - A natureza do papel e as caracterísiticas psicológicas de cada personagem podem ser deduzidas de imediato pela maquiagem. Cada cor expressa determinados tipo ou personalidade. O preto é a cor da retidão, da firmeza e da intrasigência. O vermelho representa uma personalidade sanguinária ou explosiva, bem como a lealdade e coragem. Branco é a marca da astúcia, da esperteza, da crueldade. O azul e o verde simbolizam os marginais, os brutos e os justiceiros, enquando as cores intermédiarias como rosa, violeta, laranja são utilizadas para os idosos e correspondem às mesmas qualidades, ainda que atenuadas, atribuídas às cores puras. O dourado e o prateado são restritos aos deuses.
Traços assimétricos ou diagonais revelam um ser astuto ou desequilibrado. Imperadores que se lançam à perdição, mandarins corruptos, juízes incompetentes trazem no rosto a cor branca, sinal inconfundível da infâmia. Tais características não são, porém, rígidas; cada artista inova conforme seu gosto ou seus traços fisionômicos.
Antes, a maquiagem constitui um modo de facilmente identificar as personagens. Muitas, no entanto, foram criadas confrme critérios puramente estéticos, independentemente de qualquer simbolismo atribuído à cor.
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ChiKung
por Orlando Sánchez Pereira
Ch'i (pronunciar "chee" e doravante escrito "chi") é uma palavra chinesa usada para descrever "a energia natural do Universo." Esta energia, apesar de chamada "natural," é na verdade espiritual oi sobrenatural, e é parte de um sistema metafisico, não empirico. Não obstante, os crentes no Chi fazem afirmações que podem ser empiricamente testadas. Proponentes afirmam provar a existencia e poder do Chi curando pessoas e fazendo truques mágicos, como partir um pau com a ponta de uma folha de papel, ou como partir um tijolo com o pé ou a mão nua.
Chi-Kung (Qi Gong) é a "ciencia e pratica" do Chi, que pode ser pensada como um campo de energia movendo-se pelo corpo. A saude fisica e mental pode ser alegadamente melhorada aprendendo a manipular o Chi através da respiração, movimento e actos da vontade. Até afirmam que podemos fortalecer o sistema imunitário controlando o Chi.
A maioria dos Ocidentais está familiarizada com Kung Fu, Tai Chi ou Aikido e as demonstrações dos seus praticantes. Estas demonstrações e histórias de poderes ainda maiores são promovidos como provas do poder de quem domina o Chi.
O chikung activa mecanismos cerebrais com impacto comprovado, tanto a nível emocional como físico.
Dentro dos ramos do conhecimento médico tradicional, na chamada medicina externa, encontramos técnicas como: a massagem, a acupunctura com suas variantes e a ginástica terapêutica.
Este artigo debruça-se sobre a prática conhecida como chikung (chi que representa a energia, sopro, atmosfera; kung que significa trabalho), a qual constitui um verdadeiro sistema de exercício psicofisiológico.
Definiu-se operativamente o chikung como um método de exercício, com milhares de anos de antiguidade, que combina suaves movimentos corporais com a respiração e uma intensa concentração da atenção, conseguindo-se relaxação psíquica e efeitos terapêuticos sobre os sistemas de órgãos.
Estes sistemas de exercício correspondem à concepção chinesa do Universo e do Homem, na qual o dinamismo é um elemento essencial. Fala-se de trabalho com a energia, energia a que os investigadores chamaram Qi ou chi, e que classificaram do modo que é conhecido e aplicado pela acupunctura e outras formas de terapia.
Os blocos funcionais
É conveniente dispor de um marco de referência adequado ao desenvolvimento das ciências naturais do nosso tempo, para que possam ser mais bem aceites e para que sejam aprofundados a sua compreensão e aproveitamento por parte dos profissionais de saúde.
Sendo o sistema nervoso central o nível mais elevado de integração funcional no Homem, e o suporte da sua actividade consciente, depreende-se que desempenha um papel essencial nestes sistemas de exercício psicofisiológico.
Refere A. Lastra, a partir da classificação do neurofisiologista russo A.R. Luria, que o sistema nervoso pode ser dividido para estudo em três "blocos funcionais":
Bloco 1: "Impulsor": mobiliza energia para a acção (conduta) e é responsável pela consciência, pelo estado vigília.
Bloco 2: "Filtro": filtra a informação sensorial interno e exteroceptiva.
Bloco 3: "Organizador": sequencia apropriadamente as acções e encarrega-se da atenção sustentada.
O chikung encarrega-se de exercitar cada um destes "blocos" optimizando a sua função e inter-relação adequada, como adiante se verá. Durante a execução, os exercícios de chikung dinâmico realizam padrões de movimento complicados, com uma atenção concentrada, silêncio interior e inibição sensorial parcial. A experiência e a prática do chikung, algumas experiências realizadas e conhecimentos estabelecidos sobre a motricidade humana, permitem afirmar que o chikung transfere o funcionamento cerebral até às regiões mais centrais do encéfalo, ficando inibidas, sobretudo, a formação de palavras e associação de ideias, devido ao silêncio interior que a sua prática implica.
É conveniente assinalar também que estes exercícios não requerem movimentos finos dos dedos das mãos, o que exclui em certa medida as correspondentes áreas motoras corticais. Este último facto é confirmado pelos resultados obtidos em análises de electroencefalogramas realizados a indivíduos especialistas em chikung, antes e depois do exercício.
Sabe-se também que a execução de exercício de chikung "A Árvore" produz inibição da área visual primária, por exemplo.
Tudo o que foi exposto propicia o descanso e a recuperação cortical de diversas áreas, tanto por relaxamento directo dos neurónios implicados, como por indução negativa desde o subcórtex.
A aprendizagem e prática constante do chikung criam as condições que permitem a prevenção e tratamento do stress.
Hipóteses da acção do chikung
O chikung dirige a atenção primordialmente para a respiração e o movimento, produzindo a integração neurofisiológica de múltiplos processos, normalmente inconscientes (respiração, sensações somáticas e actos motores), ampliando portanto a esfera da consciência. A atenção refina-se e torna-se capaz de se manter por mais tempo.
Pensamento: o aumento da capacidade para manter a atenção, que está em relação directa com o funcionamento dos lóbulos frontais, favorece o funcionamento do sequenciador verbal do hemisfério esquerdo por períodos mais largos e com maior eficiência.
Memória: o chikung estimula o processo mnésico em todas as suas fases, particularmente a memória motora, devido à necessidade de recordar sequências de movimento e respiratórias. Esta forma de memória tem uma participação essencial dos gânglios basais.
Pode-se observar também um aumento da memória de trabalho associada ao hipocampo. Merece um aparte especial a referência ao estado de "fluxo" do psiquismo, que investigações psicológicas demonstraram como condição imprescindível para a criatividade. Para além disso, esta é uma característica distintiva do desenvolvimento das funções psíquicas que atinge o praticante destas artes.
O delineamento das bases neurofisiológicas da acção do chikung sobre as emoções tem uma relevância particular para os profissionais da saúde, pois permite modificar padrões emotivos inconvenientes para a saúde, com fins profiláticos e curativos.
O sistema límbico é reconhecido como a sede do funcionamento emocional e nesta área estão incluídos também os principais órgãos de regulação motora (gânglios basais, formação reticular e núcleos vermelhos). Estes mantêm uma estreita relação anatomicofuncional com os sistemas das emoções, de tal forma que, actuando sobre a função motora, pode-se modificar o tom emocional e vice-versa.
Estas relações constatam-se nas projecções do córtex límbico anterior em direcção ao estriado e ao núcleo caudado, e na presença de quatro zonas de regulação motora no córtex límbico medial, que participam em tarefas com distintas velocidades de execução e estão relacionadas com a iniciação de movimentos voluntário.
Como as relações de enervação entre sistemas neuronais são geralmente recíprocas, destaca-se a conexão entre o córtex orbital pré-frontal e a amígdala, via que permitiria a inibição desta última. Assim, sobre a amígdala sabe-se que desempenha um papel central nas reacções de agressividade e de medo e está conectada com diversas zonas do córtex límbico, sensorial e temporal; do qual também se podem extrair conclusões sobre a sua possível modulação inibitória no chikung.
Transições e as emoções
Ainda que não se trate de uma analogia rigorosa, resulta significativa a semelhança dinâmica que observável nas conexões entre os núcleos hipotalâmicos emociogénicos e a teoria das cinco transições, da concepção chinesa do mundo, no que se refere às emoções.
Esta última associa a cada transição um par de emoções, convenientes ou inconvenientes, da seguinte forma:
* Fogo: alegria, amor, depressão.
* Terra: simpatia, preocupação.
* Metal: triunfo, logro/pena.
* Água: determinação, medo.
* Madeira: ira, oposição.
Entre estas categorias estabelecem-se sequências de controlo e intergeração. Ora, os circuitos emocionais do hipotálamo encontrados em experiências com animais mostram uma organização funcional similar. Assim, a substância cinzenta peri ventricular é responsável pelo medo, inibindo o núcleo ventromedial, sede da satisfação, e podendo por sua vez estimular o núcleo lateral produzindo ira.
A acção do chikung pode estender-se à activação da neurosecção e neurotransmissão de substâncias (tais como a serotonina, que se transforma em melatonina; de endorfinas analgésicas, imunoestimulantes e hipotensoras) precisamente para criarem circuitos de emoções positivas, convenientes de maneira similar ao que se obtém através de outras formas de meditação; produzindo-se um efeito favorável sobre o sistema psico-neuroendocrino-imunológico.
Eficácia do chikung
Dados já alguns elementos sobre a acção do chikung ao nível do sistema nervoso central, podemos agora referir-nos à sua utilidade em transtornos diversos.
A aprendizagem e prática constante destes sistemas de exercício psicofisiológico criam as condições que permitem a prevenção e tratamento dos fenómenos do stress.
Segundo Alvisa e col. (Lastra A.R.Stress, Fuerza de tarea del CAME para a Investigação do stress. Ciudad Habana, 1988:20), entre as possíveis estratégias para amortecer o fenómeno está a diminuição da vulnerabilidade psicofísica do indivíduo, função esta que o chikung cumpre cabalmente.
É possível assinalar, aliás, o valor das concepções filosófico-pragmáticas que demarcam a prática do chikung como um elemento capaz de criar padrões cognitivos que evitem a percepção inadequada dos estímulos, bem como propiciam estilos de resposta mais eficazes.
As possibilidades de investigação e incremento de conhecimentos úteis sobre chikung com métodos ocidentais afiançam a nossa confiança nestas técnicas e constituem um estímulo para os profissionais da saúde ainda reticentes quanto ao seu emprego.
Este ponto de vista torna também possível um entrosamento do trabalho do chikung com outras técnicas psicofisiológicas da tradição ocidental e com a incrementação mútua da sua eficácia.
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Taichi
Historia
Existem muitas lendas e alguma controvérsia a respeito de como foi criado o taijiquan (taichichuan, tai chi chuan), e com a propensão da cultura chinesa de atribuir a criação de partes importantes do seu conteúdo à personagens míticos, aliada à escassez de literatura a respeito em português, é comum encontramos praticantes de muitos anos que não têm idéia dos fatos históricos envolvendo a criação do estilo.
A arte marcial que tem hoje o nome de taijiquan (taichichuan, tai chi chuan) foi sistematizada por Chen Wangting (1600-1680), um comandante da milícia local do distrito de Wen (Wenxian), na região central da China, um pouco ao sul de Beijing, no séc. XVII. Evidentemente Chen Wangting não inventou o taijiquan (taichichuan, tai chi chuan) a partir do nada, é claro que antes de se aposentar em 1644 devido à queda da dinastia Ming - à qual servia - Chen Wangting aprendeu várias técnicas e estilos marciais e sofreu diversas influências destes, e de outras técnicas corporais comuns na China como duna e daoyin. Além disso, a forma atual do taijiquan (taichichuan, tai chi chuan) da família Chen não é a mesma que há 350 anos atrás, tanto a aparência quanto o conteúdo foram sendo aperfeiçoados com o passar das gerações, desde a 9ª geração à qual pertencia Chen Wangting até a geração atual (19ª), cujo representante é o Grão-Mestre Chen Xiaowang.
Os historiadores franceses Thomas Dufresne e Jacques Nguyên, apoiados entre outros na pesquisa de campo do famoso historiador chinês Tang Hao (1897-1959), propõem a hipótese de que o estilo criado por Chen Wangting descende dos estilos marcias dos Generais Yu Dayou (1503-1579) e Qi Jiguang (1528-1588).
No séc. XVI o General Qi Jiguang foi enviado para salvar a situação numa batalha contra os Wo kou (”piratas japoneses”), onde haviam fracassado muitos outros, inclusive monges Shaolin. O Genral Qi Jiguang obteve sucesso na batalha e seu estilo marcial ganhou grande prestígio. Qi Jiguang é autor do Jixiao Xinshu, um tratado que contém 32 técnicas ilustradas e a síntese de 16 estilos marciais do fim da dinastia Ming.
Os tratados marciais de Qi Jiguang e Yu Dayou Têm diversas técnicas em comum, e acredita-se que Yu Dayou ensinou seu estilo de bastão à Qi Jiguang. É provável que praticassem estilos marciais parecidos, ao menos.
Ora, das 32 técnicas descritas por Qi Jiguang, o nome de 29 está presente dentre as técnicas antigas do taijiquan (taichichuan, tai chi chuan). Vale ressaltar que embora hoje o acesso aos nomes e descrições das técnicas seja aberto, naquela época era preciso conhecer o estilo a fundo para ter acesso a estes.
No entanto a arte marcial criada por Chen Wangting, o taijiquan (taichichuan, tai chi chuan), é original em vários aspectos que não se encontram em nenhum dos seus antecessores, e que dão testemunho da genialidade de Chen Wangting. Este fundou um estilo único, que foi sendo aprimorado pelas sucessivas gerações de seus descendentes, os quais se dedicaram integralmente à arte sendo treinados para tal desde poucos anos de idade, ainda na infância.
É necessário chamar a atenção para a confusão que existe atualmente a respeito da relação do taijiquan (taichichuan, tai chi chuan) com conceitos taoístas, e com o termo “neijia”. O presente artigo trata apenas da origem histórica do taijiquan (taichichuan, tai chi chuan), em breve trataremos dos mal-entendidos sobre estas relações.
A Estrutura Interna
Existem inúmeras escolas de Tai Chi Chuan e de Tai Chi Chuan Chi Kung no ocidente. Os estilos e formas variam. Porém, em nenhuma destas escolas, os conhecimentos da estrutura interna ou Chi Kung interno é ensinado. Temos escolas já trabalhando com o Tai Chi Chi Kung respiratório, mas os segredos da energia e de sua administração vão bem além de um trabalho realizado na respiração, e requerem conhecimentos de como transformar a energia negativa em positiva e como atingir a longevidade e a saúde administrando essa energia multiplicada.
Um dos motivos da ausência destas informações nos cursos de Tai Chi Chuan está nas diferenças de didática e de pensamentos do ocidente/oriente. O pensamento chinês não é dicotomizado como o nosso, e a parte empírica e experimental é unicamente valorizada. Para o ocidental, com uma mente racional sofisticada, e um emocional profundamente desequilibrado, esta lacuna de explicações sobre as bases energéticas da técnica torna difícil a compreensão dos movimentos internos energéticos e de como realiza-los. Falta o passo a passo, ensinado com uma didática que se adeque a nosso modelo de conhecimento, que nos ensine o que fazer internamente para sentirmos o movimento da energia.
Outro fato importante de se pontuar é que, mesmo na China moderna, poucas escolas ensinam o verdadeiro Tai Chi. A maioria se limita a ensinar o balé externo e nada sobre a técnica energética eficiente que pode mudar a vida do praticante. Desconhecendo este fato, muitos ocidentais erroneamente acreditam que, se o professor é chinês, é um bom professor. Pensa também que pode encontrar algum mestre na China que lhes ensine esta estrutura interna, o que pode acontecer ou não.
Felizmente, as posturas milenares e a forma do Tai Chi por si só trazem benefícios bem mais lentos, bem menores, mas sem duvida alguma as pessoas que o praticam se beneficiam de alguma forma.
A estrutura interna do Tai Chi tem como base filosófica o I Ching e, como base técnica os exercícios da Alquimia Interna Taoista, que ensinam como usar os músculos sutis internos para administrar as energias Yin e Yang do corpo. Mantak Chia foi o primeiro mestre a sistematizar essas técnicas em uma linguagem compreensível a um ocidental. Estudou anatomia e escreveu inúmeros livros explicando quais músculos que partes internas do corpo são beneficiada por cada exercício e como devemos praticar internamente o Tai Chi Chuan.
Sua forma de Tai Chi foi bastante simplificada. Segundo ele, os alunos dispersam sua energia quando precisam aprender muitos movimentos. O tempo que deveria ser gasto aprendendo a mover a energia, é tomado para se aprender estes inúmeros movimentos externos. Segundo Mantak Chia, o aluno que compreende e aprende primeiro a mover a energia internamente, aprenderá muito mais facilmente qualquer movimento externo. Pois na verdade estes movimentos foram criados para ajudar a mover esta energia. Fica fácil concluir porque as turmas de Tai Chi começam grandes e terminam com alguns poucos que realmente se dedicam durante décadas para então chegar a mover a energia o que dificilmente vem a acontecer. Muitos professores de Tai Chi, com 30 anos de experiência que aparecem nos meus cursos, não sabem abrir os canais de circulação de energia de seus alunos e nem sabem para onde mover as energias multiplicadas pela técnica.
Que informações preciosas são estas e como aprender a estrutura interna do Tai Chi?
Precisamos seguir certas fórmulas milenares que vão criar esta estrutura interna naturalmente. Precisamos compreender que tipo de energia é esta e o que a faz mover-se e multiplicar-se dentro de nós.
O I Ching nos ensina que tudo no universo é energia e números. A energia é regulada pelo número, daí todos os movimentos do Tai Chi serem realizados dentro de um numero especifico. Mas que tipo de energia é esta?
Temos três tipos básicos de energia de onde todos os infinitos tipos surgem. A energia Jing Original, que é a energia primordial que vem da terra e recebemos de nossos pais entra pelo ponto R1, localizado na sola dos pés. Essa energia quando recuperada e transformada em chi, cria sensação de que temos uma bola dentro do ventre. Esta bola é chamada pelos praticantes de Tai Chi de bola de Chi. Ela é sensorial e bem real. Muitos professores de Tai Chi que tomam meus cursos se surpreendem quando finalmente conseguem realmente sentir esta bola de energia dentro de seu corpo.
O outro tipo de energia é a Chi, a energia vital mais conhecida do grande público. É a energia do plano humano e cósmico. A energia que chamamos de VIDA, é dourada, morna e entra pela glândula pituitária, localizada entre as sobrancelhas, conhecida como o Terceiro Olho. Essa energia para ser multiplicada, precisa de um trabalho de transformação das emoções negativas em energia positiva utilizável.
O terceiro tipo de energia mais sutil, é a energia Shen, a energia celeste espiritual, violeta.
O segredo de todas as praticas chinesas é aprender a mover, transformar e equilibrar nos Tan Tiens estes três tipos de energia.
Não basta trabalhar estas energias e aprender a movê-las se as vias de circulação das mesmas estão bloqueadas. Precisamos abrir estas vias; a órbita microcósmica, o canal regulador, as 3 rotas principais, os 8 vasos maravilhosos para que possamos realmente operar essas energias dentro de nós.
A postura chamada de Abraçando a Arvore é uma das 8 posturas que abrem estes canais. Infelizmente os praticantes do Tai Chi também desconhecem pequenos detalhes internos que tornam esta postura eficiente:
a) a torção sutil do calcanhar
b) o movimento em espiral do antebraço e das mãos
c) o alongamento dos tendões quando aliado ao enraizamento com a energia da terra criando uma força descomunal no praticante
d) a pressão interna do Chi conseguida pela respiração correta que propicia a criação de um campo de força conhecido como o Chi Kung da Camisa de Ferro tornando o corpo invulnerável a doenças, agressões verbais ou ataques vindo de fora.
e) a flexibilização do diafragma pélvico e sua utilização para gerar um poder de sucção interno, que literalmente suga a energia e a puxa para cima.
f) A técnica de como usar os músculos Chi internos ou pubo-cocigenos para multiplicar os níveis internos de energia, e seu uso como uma comporta para direcionar a energia.

Tudo isto são conhecimentos imprescindíveis para aqueles que querem ser eficientes na arte do Tai Chi Chuan.
Sem conhecer esta estrutura interna, o Tai Chi pode ser belo, pode até ser eficiente, mas quando temos esta estrutura, 20 ou 30 anos de pratica podem se transformar em apenas alguns meses de treinamento para se atingir eficiência nesta técnica milenar chinesa.
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China ABC
DADOS BÁSICOS
NOME: República Popular da China (RPC)
ÁREA: 9.600.000 quilómetros quadrados
POPULAÇÃO: 1,2481 bilhão (em fins de 1998, sem incluir a da Região Administrativa Especial de Hong Kong, da Província de Taiwan e de Macau)
BANDEIRA NACIONAL
A Bandeira Nacional da China é vermelha, com cinco estrelas. A bandeira é rectangular. Na parte esquerda superior há cinco estrelas amarelas, cada qual com cinco ângulos. A estrela maior fica à esquerda e as quatro pequenos formam-se numa meio-lua do lado direito da maior. A cor vermelha da bandeira representa a revolução; a cor amarela das estrelas é para destacar a claridade da terra vermelha. A estrela maior simboliza o Partido Comunista da China e as pequenas ,o povo chinês. A relação mútua entre as estrelas representa a grande união do povo sob a direcção do Partido Comunista da China.
ESCUDO NACIONAL
O Escudo Nacional da República Popular da China tem no centro a tribuna de Tian´anmen sob a luz das cinco estrelas e ladeada por espigas cerealíferas e uma roda dentada. As espigas de trigo e arroz, as estrelas, Tian´anmen e a roda dentada são douradas. O fundo do círculo e as fitas são vermelhas. Estes dois esmaltes, ouro e vermelho, são cores tradicionais e expressam, na China, fortuna e alegria. Tian'anmen simboliza o espírito nacional indomável do povo chinês na sua luta anti-imperialista e anti-feudal; a roda dentada e as espigas cerealíferas representam respectivamente a classe operária e a classe camponesa; e as cinco estrelas significam a grande união do povo chinês sob a direcção do Partido Comunista da China.
HINO NACIONAL
O Hino Nacional da República Popular da China----"A Marcha dos Voluntários" foi criado em 1935, com letra pelo poeta Tian Han e música pelo compositor de Nie Er. O texto da letra é seguinte:
De pé!
Os que recusam a escravidão!
Com nosso sangue e carne, levantamos uma nova Grande Muralha!
A Nação Chinesa enfrenta seu maior perigo,
De cada peito oprimido surge o último chamado:
De pé, de pé, de pé!
Somos milhões de corações que batem em uníssono,
Desafiando o fogo inimigo, marcharemos!
Desafiando o fogo inimigo, marcharemos!
Marcharemos, marcharemos, avante!
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Religioes na China
Budismo na China
por Guilherme Korte
Uma comissão de líderes religiosos chineses embarcou dia 21 de para os Estados Unidos a fim de participar do Encontro Mundial dos Líderes Religiosos para a Paz no milênio, a ser realizado na sede da ONU, em Nova York, entre os dias 28 e 31 de agosto. Na China existem 56 grupos étnicos, cada um com sua própria cultura e religião, mas entre todas as religiões, o budismo é a que mais tem adeptos. É muito difícil avaliar o número de praticantes do budismo na China, pois estão espalhados por todo o pais, e não existe um ritual de iniciação com contagem de novos adeptos. O budismo chinês tem pelo menos 40 mil monges e monjas e mais de 5 mil templos e monastérios. O budismo tibetano é praticado pela maioria das 7 milhões de pessoas das etnias Mongol, Tu, Naxi, Pumi e Moinba, e com 120 mil monges em 3 mil templos e monastérios. O budismo Pali é se professa principalmente pelos grupos étnicos Dai, Bulang, Deang, Va e Acheng. Conta com mais de 8 mil monges em mil templos. A tradição se iniciou durante o reinado do Imperador Ming da dinastia Han do leste (25-220 d.C.) que encomendou a Cai Yin e mais 17 dirigentes e intelectuais a irem a diversos países a oeste da China em busca de informações sobre o Budismo. Encontram-se com Kasyapamatanga e Dharmaranya, duas grandes expressões do budismo na Índia, à época, convidando-os para uma visita à capital Luoyang, da época. Os dois líderes espirituais trouxeram em lombo de cavalos brancos, imagens e sutras budistas. O Imperador Ming ordenou a construção de uma residência para eles em Luoyang, transformando-se no primeiro templo budista da China, o monastério Baima (Cavalo Branco em chinês). Foram os primeiros 42 sutras do budismo hindu traduzidos. Mais tarde, o budismo foi amplamente divulgado na China durante os reinados Han do leste dos Imperadores Huan Di e Ling Di (147 - 189 d.C.). Quando Sakyamuni fundou o budismo na antiga Índia, diferentes formas de pregação se adaptaram aos diferentes públicos. Depois da morte de Sakyamuni, seus seguidores estabeleceram várias seitas conforme seus próprios entendimentos. Entre estas seitas, as de Mahayana e Theravanda são as maiores. O budismo Theravanda prega a superação da ilusão e a despreocupação pela morte, de modo que o indivíduo possa converter-se em um Avatara, um santo iluminado. O budismo Mahayana enfatiza a salvação não só de si mesmo mas também de outros seres vivos. Mahayana tem duas formas: tantrismo e a escola aberta, que foi anteriormente dividida nas escolas Madhyamika e Yogacara. Durante os anos entre as dinastias Han do Leste e Song, 130 estudiosos chineses e estrangeiros traduziram escrituras budistas para o chinês. De todos os tradutores na história do budismo chinês, o monge Xuan Zang da dinastia Tang foi considerado o melhor. Viajou quase 25 mil quilômetros em 17 anos, trazendo da Índia 520 escrituras budistas em sanscrito e dedicou 20 anos para sua tradução ao chinês de 1335 textos em 75 capítulos das escrituras do budismo Mahayana. Os monastérios e pagodes budistas encontram-se em todas as regiões da China, e muitos dos quais são mundialmente famosos por sua arte budista, e as construções budistas são consideradas como jóias da antiga arte chinesa. A Associação Budista da China, estabelecida em 1953, é uma organização nacional, com 14 filiadas, e seu próprio jornal, o Fayin.
Taoismo na China
por Guilherme Korte
O Taoismo teve início no século II. É uma das religiões indígenas, e sua ideologia deriva de antigas tradições, incluindo Huang-Lao, uma tradição cultural batizada depois de Hunag Di, O Imperador Amarelo, e Lao Tzu, e seguida por seus fiéis durante a dinastia Han do oeste (206 a.C. - 24 d.C.). Durante as dinastias Tang (618 - 907) e Song (960-1279), devido ao apoio de seus imperadores, o Taoismo entrou em um período de pleno desenvolvimento e se converteu em uma importante religião na China, somente menor que o Budismo. Lao Tzu, o fundador da escola de Taoismo, no começo da dinastia Qin, é venerado como seu fundador, e a idéia do Caminho (Dao), que se preconiza no livro "O Caminho da Energia", é a base da religião. Crendo que o Caminho é a origem do universo e criador de todos os seres vivos. Os taoistas adoram toda a vida no universo e todas as coisas criadas pela natureza. Também crêem que o homem pode alcançar a imortalidade e converter-se em um ser celeste mediante a prática da austeridade. No século 12, o Taoismo dividiu-se em duas seitas: O taoismo Chuan-chen e o Taoismo Cheng-I. Os seguidores do Taoismo Chuan-chen abandonam suas famílias e vivem em templos. Tornam-se vegetarianos e praticam a austeridade tendo em vista a imortalidade. Outros, seguidores do Taoismo Cheng-I, viveram perto de suas famílias e não deixaram de comer carne e como ideal, ajudavam outras pessoas a conseguir fortuna e evitar seus males. De acordo com o Taoismo, os deuses atuam como administradores e controlam cada coisa no Universo. Entre muitos deuses venerados pelos taoistas, o Deus de Origem Primitiva, o Deus da Pedra Sagrada, e o Deus do Caminho da Energia (Lao Tzu) são considerados os deuses supremos. Muitos dos templos taoistas foram construídos em montanhas donde, segundo a tradição, nasceram os seres celestiais ou se transformaram em imortais, os antigos taoistas que haviam praticado a austeridade física, mental e espiritual. Atualmente existem mais de 1600 templos taoistas aonde vivem 25 mil sacerdotes. A Organização Taoista da China, estabelecida em 1957, em Beijing, é uma organização nacional, com Ming Zhiting como presidente. Para levar adiante e divulgar a cultura taoista, a associação publicou dezenas de obras clássicas taoistas e compilou mais de 30 livros sobre o Taoismo e uma série de livro sobre a cultura taoista. Publica ainda uma revista bimestral, "O Taoismo da China", distribuída no interior e enviada ao exterior. A Academia Chinesa de Taoismo, fundada em 1990, oferece cursos aos jovens interessados sobre as investigações e estudos taoistas. Milhares de estudantes graduaram na academia desde seu estabelecimento. Os taoistas chineses sempre mantêm estreitos contatos com os taoistas em todas as partes do mundo. A Associação Taoista da China, também é membro da União de Proteção Religiosa e Ambiental.
Islamismo na China
A introdução do Islamismo na China, mostra freqüentes contatos entre a China e os países árabes. Desde a dinastia Tang, (618 - 907)até a dinastia Song (960-1279), muitos comerciantes muçulmanos de terras árabes e da Pérsia chegaram à China por rotas marítimas e pelo caminha da seda.
Muitos comerciantes se casaram com mulheres chinesas e se estabeleceram no território, transformando-se nos primeiros muçulmanos chineses. A conquista da Ásia central e ocidental pelos mongóis no século 13, um grande número de árabes, persas e turcos vieram e estabeleceram morada no pais. A crença religiosa comum, criou uma nova nacionalidade muçulmana, a nacionalidade Hui da China. Os muçulmanos Hui têm muito em comum com outras nacionalidades chinesas. Posteriormente, os grupos étnicos do noroeste , incluídos as nacionalidades Uygur, Kazak, Ozbek, Tayik, Tatar, Kirguiz, Salar, Dongxiang e Bonan, se converteram islâmicas. Agora a China, tem 20 milhões de habitantes muçulmanos, a maioria dos quais vivem nas regiões de Xinjiang, Ningxia, Gansu e Qinghai. Estão também presentes em outras regiões do pais. A vida dos muçulmanos na China, melhoraram muito desde 1949, suas liberdades religiosas são garantidas pela constituição e outras leis. Em 1953, se estabeleceu a Associação Islâmica da China, uma organização nacional de muçulmanos. Esta organização ajuda o governo a implantar a política de liberdade religiosa e popularizar a cultura islâmica. A associação publica a revista "Muçulmanos na China", e dirige 9 institutos teológicos islâmicos. Hoje a China possui 34.928 monastérios, 45.051 imãs (líderes religiosos)e 23.480 discípulos que estudam em institutos teológicos islâmicos em diversas regiões do pais. Agora, com a política de reforma e abertura, , com maior poder aquisitivo, viajam em média 5 mil muçulmanos chineses por ano à Mecca, cidade sagrada islâmica.
Catolicismo na china
por Guilherme Korte
A doutrina da igreja católica foi trazida para a China pela primeira vez na dinastia Yuan (1271 - 1368), mas não foi difundida, até a chegada em 1582, do missionário italiano Mateo Ricci (1552-1610), no décimo reinado da dinastia Ming (1368 - 1644) com o Imperador Wanli. A data da chegada de Mateo Ricci é considerada a da introdução do catolicismo. Antes da fundação da República Popular da China, em 1949, o catolicismo era controlado por missões religiosas de 10 países diferentes, e os sacerdotes chineses não possuíam espaço dentro da religião. As 137 paróquias do país, na época com 3 milhões de católicos, somente 29 eram administradas por bispos chineses. Nos princípios da década de 1950, um grande número de católicos chineses perspicazes, examinaram a história do catolicismo e iniciaram um movimento patriótico, promovendo a Igreja Católica Chinesa e sua administração por católicos chineses. Hoje está com 115 paróquias, 70 bispos, 1.100 sacerdotes, 1.200 freiras e mais de 4 milhões de fiéis.
A China estabeleceu duas organizações católicas nacionais: A Associação Patriótica Católica da China, fundada em 1957, em Beijing, com o Bispo Fu Tieshan, atual presidente; e a Conferência dos Bispos Católicos da China, fundada em 1980 em Beijing, com o Bispo Liu Yuanren como presidente. Sob a administração do Bispo Liu, a entidade possui um centro de investigação teológica e cinco comitês responsáveis pela educação, seminários teológicos, rituais, departamento de relações com organizações religiosas estrangeiras e serviços sociais. Na China existem cinco mil igrejas católicas e 36 seminários com 1.900 estudantes. Desde 1981, mais de 900 sacerdotes foram consagrados. Contam também com mais de mil noviços que já fizeram a primeira comunhão.
A igreja católica na China, possui uma editora que já imprimiu mais de 3 milhões de exemplares da Bíblia e outros livros religiosos. A Conferência dos Bispos Católicos e a Associação Patriótica Católica publicam e distribuem a revista bimestral "A Igreja Católica na China".
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Culinaria
A alimentação chinesa pode ser dividida em estilos de cozinhar do norte e do sul. Em geral, os pratos do norte são oleosos, sem serem enjoativos, e os sabores do vinagre e do alho tendem a ser mais acentuados. As massas desempenham um papel importante na cozinha do norte: talharim, pastéis do tipo ravióli, bolos recheados no vapor, bolinhos de carne, e pão assado no vapor são prazeres favoritos feitos de farinha. As cozinhas de Pequim, Tientsin e Shantung talvez sejam os estilos mais conhecidos da cozinha chinesa do norte.
Os estilos que representam a cozinha do sul são: Szechwan e o Hunan, famosos por seu uso liberal de pimenta; os estilos Kiangsun e Chekiang, os quais enfatizam o frescor e a suavidade, e a comida cantonesa, que tende a ser um pouco doce e bastante variada. O arroz e seus derivados, tais como talharim de arroz, bolo de arroz e mingau de arroz são os acompanhamentos usuais do estilo da cozinha do sul. Na cozinha chinesa, a cor, o aroma e o sabor dividem a mesma importância no preparo de cada prato. Normalmente, qualquer entrada combinará de três a cinco cores, selecionadas de ingredientes que sejam de cor verde clara, verde escura, vermelha, amarela, branca, preta ou caramelada. Geralmente, um prato de carne e verduras é preparado com um ingrediente principal e com dois ou três ingredientes secundários de cores contrastantes. Então ele é preparado da maneira apropriada, com temperos e com o molho certo, o que resultará em um prato esteticamente atraente.
Um prato aromático abrirá o apetite. Os ingredientes que contribuem para um aroma de dar água na boca são: alho-poró, gengibre fresco, alho, pimenta, vinho, anis, canela em pau, óleo de gergelim, cogumelos chineses pretos frescos, entre outros. Preservar o frescor, o sabor natural dos ingredientes, e remover os odores indesejáveis de peixe ou da carne de caça são itens de fundamental importância no preparo de qualquer prato. Na cozinha ocidental, o limão é bastante utilizado para remover o cheiro de peixe. Na cozinha chinesa, o alho-poró e o gengibre servem para a mesma finalidade. Molho de soja, açúcar, vinagre e outros temperos enriquecem um prato sem tirar o sabor natural dos ingredientes. Um prato bem preparado será saboroso para aqueles que apreciam sabores fortes, sem excesso de tempero, para aqueles que preferem um gosto suave e doce para aqueles que gostam de doce, e apimentado para aqueles que gostam de um sabor picante.
Cor, aroma e sabor não são os únicos princípios a serem seguidos na cozinha chinesa, é claro que a nutrição vem em primeiro lugar. Uma teoria da "harmonia dos alimentos" pode ser atribuída ao intelectual Yi Yin da dinastia Shang (séc. XVI ao XI a.C.). Ele relaciona os cinco sabores doce, azedo, amargo, picante e salgado às necessidades nutricionais dos seis principais sistemas de órgãos do corpo (coração, fígado, baço, pâncreas, pulmões e rins) e enfatiza seu papel na manutenção da boa saúde física. Na realidade, muitas plantas utilizadas na cozinha chinesa tais como alho-poró, gengibre fresco, alho, botões secos de margaridas, cogumelos, têm propriedades de prevenção e alívio de várias doenças.
Os chineses têm uma crença tradicional no valor medicinal dos alimentos e que os alimentos e os remédios têm a mesma origem. Este ponto de vista poderia ser considerado o antecessor da ciência nutricional da China. Notável nesta teoria é o conceito segundo o qual uma proporção correta de carne e ingredientes de verduras deveria ser mantida. Um terço dos pratos feitos de carne deveria ser ingredientes de verduras, e um terço do prato de verduras deveria ser carne. No preparo de sopas, a quantidade de água deveria totalizar sete décimos do volume da tigela. Resumindo, a proporção correta de ingredientes devem ser observadas no preparo de cada prato ou sopa para assegurar o absoluto valor nutricional.
Os chineses têm várias regras e costumes associados ao ato de comer. Por exemplo, deve-se comer sentado, há uma ordem estabelecida de quem pode sentar-se primeiro entre os homens, mulheres, velhos e jovens, e os pratos principais deverão ser consumidos com os palitos e a sopa deverá ser tomada com colher. Os banquetes chineses são preparados num sistema de mesas e cada mesa deverá acomodar entre dez e doze pessoas. Um banquete típico consiste de quatro pratos de entrada, tais como pratos de frios ou hors-d'oeuvres quentes, seis a oito pratos principais, então, um prato saboroso de petiscos e sobremesa. Os métodos de preparo incluem mexidos, cozidos, vapor, fritura-profunda, fritura rápida, fritura de panela, entre outros. As guarnições, tais como tomates cortados ou em forma de escultura, rabanetes chineses brancos, pepinos, poderão ser usadas para aumentar a atração visual de um prato. Todos esses elementos contribuem para fazer da comida chinesa uma verdadeira festa para os olhos e narinas, bem como para o paladar.
Neste mundo cosmopolita, a comida chinesa pode ser encontrada em praticamente todas as importantes - e não tão importantes - cidades do mundo. Contudo, os especialistas tendem a concordar que Taipei é o único lugar do mundo onde se encontra a versão "genuína" de praticamente qualquer versão imaginável de comida chinesa. Na realidade, em qualquer grande cidade ou pequeno vilarejo em Taiwan, não é necessário caminhar muito para encontrar um pequeno restaurante. Uns poucos passos a mais lhe levarão a um grande e fino restaurante. Mesmo na cozinha caseira, quer seja para as refeições familiares do dia-a-dia, ou para servir convidados, a comida é preparada com sofisticação e variedade. Pratos típicos do norte incluem o pato de Pequim, galinha defumada, rescaldeiro com cordeiro fatiado, postas de peixe ao molho, carne bovina com pimenta verde e escalopes secos com almôndegas de rabanete branco chinês. Exemplos da típica cozinha do sul são o pato defumado com cânfora e chá, galinha assada no sal, presunto no mel, camarão frito, berinjela com molho de soja, queijo de soja ao estilo Szechwan, a variedade é interminável. A rápida expansão da indústria e do comércio trouxe uma nova tendência à tradicional comida chinesa: franquias de comida rápida chinesa. Ao mesmo tempo, restaurante servindo comida de todo o mundo aparecem em todos os lugares em Taipei: hambúrguer americano, pizza italiana, sashimi japonês, cerveja alemã e queijo suíço, são encontrados facilmente em praticamente toda a cidade.
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Festas Principais da China
Entre as festas estabelecidas por lei estão o dia de Ano Novo (1º de janeiro), com um dia de feriado mundial; a Festa da Primavera, Ano Novo do Calendário agrícola, com três dias de feriado nacional; o Dia Internacional das Mulheres ( 8 de março); o Dia da Plantação de Árvore (12 de março); o Dia Internacional de Trabalho (1º de maio), com um dia de feriado mundial; o Dia da Juventude da China (4 de maio); o Dia Internacional das Crianças (1º de junho); o dia da Fundação do Exército Popular de Libertação ( 1º de agosto); o Dia do Professor ( 10 de setembro); o Dia Nacional (1º de outubro), com três dias de feriado nacional. Entre as festas principais e tradicionais figuram: a Festa da Primavera, a Festa das Lanternas, a Festa da Pureza e Serenidade (dos mortos), a Festa "Duanwu", a Festa de Meio Outono e a Festa Chongyang. As minorias étnicas conservam suas festas, como a "Festa de jogar água", de etnia daí; o grande festival Nadam, dos mongóis; a "Festa das Tochas", dos yi; a "Festa Danu", dos yao; a "Feira de Março", da etnia bai; o "Geyu" dos zhuang; o "Ano Novo do calendário tibetano", a "Festa do Desejo das Frutas", da etnia tibetana e outras.
Festa da Primavera
Cada ano, quando o inverno rigoroso vai terminando e se aproxima a primavera, o povo chinês realiza uma festa com solenidade e grande animação. É a primeira festa tradicional do ano. Antes, como a China vinha usando calendário lunar e esse dia era o primeiro dia do primeiro mês, a Festa da Primavera se chamava de "Ano Novo". Depois da Revolução de 1911, o país passou a usar o calendário gregoriano. Para diferenciar os dois dias de "Ano Novo", o povo chamava o Ano Novo de calendário lunar de "Festa da Primavera" (geralmente entre os últimos dias de janeiro e meados de fevereiro do calendário gregoriano). A véspera do Ano Novo é uma ocasião importante de reunião familiar. Todos os membros da família se reúnem para desfrutar uma deliciosa "ceia de véspera", após o que se sentam para conversar ou dedicar-se aos jogos. Muitas pessoas passam a noite sem dormir "aguardando o ano". No dia seguinte, há visitas aos amigos e parentes, para "venerar o ano", fazendo votos para que o novo ano seja satisfatório. Durante a Festa da Primavera se realizam atividades culturais e recreativas tradicionais do local, como a dança dos leões, a dança das lanternas, a dança do dragão, o remar de Barco na terra, as pernas-de-pau e outras festas.
Festa das Lanternas
No dia 15 do primeiro mês do calendário lunar se realiza a festa das Lanternas. É costume comer bolinhos de arroz glutinoso (yuanxiao) cheios de doces açucarados que simbolizam a reunião familiar. Nesse dia se acendem lanternas de papel ou de seda nos portões e nas ruas. Ao anoitecer, se realizam festas com lanternas de diversas cores e diversos desenhos de formas exóticas e em alguns lugares se fazem adivinhações.
Festa da Pureza e Serenidade
Cada ano, mais ou menos em 5 de abril, há a Festa da Pureza e Serenidade. Se tratava de uma ocasião para oferendas aos antepassados, e também para renovar os túmulos. Esta Festa se realiza numa temporada de agradável temperatura, quando brotam as ervas e as pessoas fazem excursões, empinam papagaios de papel ou contemplam a paisagem. Por isso, se costuma chamá-la também de "Festa de Pisar o Verde".
Festa Duanwu
Em geral se pensa que esta festa se originou de uma homenagem a Qu Yuan, poeta patriota que viveu no antigo Reino de Chu, durante o Período dos Reinos Combatentes. Como seus ideais políticos não se realizaram e tampouco tinha capacidade para salvar o Reino Chu, quando este reino foi aniquilado pelo Reino de Qin, no quinto dia do quinto mês, Qu Yuan se suicidou atirando-se no Rio Miluo. As massas populares, ao conhecer a desgraça, foram a esse lugar em barcos em busca do cadáver. Mais tarde, quando chegava esse dia, o povo remava em lanchas com forma de dragão na proa para prestar homenagem ao poeta. Além disso, jogavam no rio varas de bambus cheias de arroz como oferenda a Qu Yuan. Atualmente, nesse dia, se envolve arroz glutinoso em folhas de bambu e se realizam competições de barcos em formas de dragões na proa.
Festa do Meio Outono
No calendário agrícola, o dia 15 do oitavo mês, Meio Outono, começa na metade do mês. Em tempos antigos, cada vez que chegava esta festa, as pessoas faziam oferendas à divindade da lua com bolos refinado. Após as oferendas, os membros da família realizavam alegre reunião familiar. Estes costumes se transmitem de ano em ano até hoje. Sob a luz brilhante da lua cheia, toda a família se senta a contemplá-la, enquanto come deliciosos "doces da lua".
Festa da Chongyang
O nono dia do nono mês do calendário lunar é a Festa Chongyang. O número nove pertence a "yang" e dois "nove" significa duplo "yang". Na antigüidade, as pessoas consideravam que este dia trazia muita sorte. Nessa festa se costumava a escalar montanhas, comer doces, tomar bebidas e apreciar os crisântemos. A partir dos fins da década dos 80, esta festa se converteu na Festa dos Anciãos. Cada ano, se realizam festas de respeito aos idosos, cuidando de sua vida e realizando espetáculos artísticos.
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O Clima da China
A China possui dois principais tipos de clima: um tipicamente monçônico e o outro complexo e variado. Os ventos do Norte predominam durante o inverno e os do Sul, no verão. As estações são bem marcadas: o verão, quente e úmido, é a época da chuva. A partir de setembro, até abril, as monções do inverno que vêm da Sibéria e do Planalto da Mongólia se enfraquecem pouco a pouco de norte a sul, originando um clima frio e seco e diferenças de temperatura entre o Norte e o Sul. De abril a setembro, a corrente quente e úmida vêm dos mares, originando alta temperatura e muita chuva, com pouca diferença de temperatura. Na China, há diversos tipos de faixas de temperatura e zonas secas e úmidas, e assim pode-se observar como é complexo e variado seu clima. De acordo com a temperatura, o território divide-se em seis faixas do sul para o norte: equatorial, tropical, subtropical, temperada, temperada-fria e fria; de acordo com as condições hidrólogas, do sudeste para noroeste, se divide em quatro grandes zonas: úmida, 32% do território chinês; semi-úmida, 15%; semi-seca, 22% e seca, 31%.
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Hábitos Sociais da China
No longo processo do desenvolvimento histórico e devido às diferenças do ambiente natural e também devido às condições sociais e ao grau de desenvolvimento econômico e de outros aspectos, cada etnia formou seus próprios costumes. Com referência à comida, em regra, os sulistas da etnia Han gostam de arroz; os nortistas, de alimentos baseados no trigo. Os Han preferem as verduras, legumes, carnes, peixes e ovos e dão muita importância à arte culinária. Os mongóis se inclinam pela carne bovina e de carneiro e tomam chá com leite. Os tibetanos gostam de comer zamba (os pastores preferem carne bovina e de carneiro), tomam chá preparado com manteiga e vinho feito com quiqke. Os uygures, cazaquis e usbequis preferem a carne bovina e de carneiro, comem arroz com à mão e pastéis. Os coreanos gostam de pastéis de arroz glutinoso, talharins frios e vegetais em conserva. Os li, jing, dai, blang e hani gostam de mastigar nozes de areca.
Quanto ao vestuário, as mulheres manchus usam o qipao; a étnia mongol, sua túnica característica e botas de cano alto; quanto a etnia tibetana, possuem túnica típica, entre a etnia coreana e calçam sapatos de borracha em forma de lancha; os uygures usam pequeno gorro de quatro lados com adornos bordados; as mulheres yi, miao, e yao reluzem em suas saias de "cem pregas" e adornos de ouro e prata.
Quanto à casa, nas zonas onde a etnia Han predomina, se constroem vivendas com pátio fechado, na Mongólia Interior, Xinjiang, Qinghai, Gansu e outros lugares de atividades pecuária, na maioria dos casos se alojam nas yurtas e como as etnias do Sul, daí, zhuang e bouyei, se constroem casas sobre pilotis. Na China, festejar aniversário é costume geral. Porém isto é mais comum nas cidades do que no campo, e mais entre crianças e velhos do que entre jovens e adultos. No dia do aniversário não há ritos. Come-se talharins, que significa longa vida, por isso, nessa ocasião são chamados de "talharins de longa vida". Nas cidades costuma-se comemorar o aniversário com bolo, no estilo ocidental.
Quanto ao casamento, basta chegar à idade estabelecida por lei (22 anos completos para o homem e 20 para a mulher); a certidão é fornecida pelas instituições de registro matrimonial para legalizar as relações de matrimônio. Por isso, a festa de casamento não é imprescindível senão uma forma de felicitação ao casal por parte de parentes e amigos. Geralmente, os recém-casados dão caramelos que significa a vida doce e recebem presentes. Os funerais também são simples. Em geral se diz adeus ao defunto e se realiza um ato fúnebre manifestando condolência aos familiares. Nas cidades, o costume principal é a incineração; no campo, se enterra. O branco é a cor tradicional do luto, mas atualmente se usa uma faixa de tecido preto no braço, manifestando condolência aos familiares.
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